"Meu caminho é por mim fora."

20/11/2012

Rosas


Apareceu-me por entre as rosas que o Sol doirava, como miragem os seus cabelos balançavam com a brisa e os seus olhos ardiam ao mirar-me. Eram seis da manhã, o dia estremunhava em silêncio. Tinha temor e não o sentia. Colocava-se frente a mim e eu contida vigiava de longe, enquanto ele acarinhava as rosas e lhes vomitava sangue. Cantava em suspiros e toda aquela imagem serena de sofrimento afligia-me. O frio arrepiava-me e eu tremia de susto.
Ele afagava as rosas e pintava-as com sangue, ao mesmo tempo que cantava músicas inexplicáveis e eu comedida no meu tormento encerrava-me no meu interior. Ele afagava as rosas... Era cedo de mais, era cedo de mais para qualquer visão, para qualquer cousa.
Quando bateu sete na torre da igreja desapareceu por entre as rosas como milagre.

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