O mar batia fortemente nas rochas e o tempo passava-se com demora. Era o fim da vida e o começo do Mundo. O som do nada pesava como camiões. Todo o sossego era desconcertante. Todo o barulho era silêncio. Todas as rosas eram sangue.
No desequilíbrio dos sons eu sonhava, eu já só sonhava! O Sol do meu desassossego doirava-se nas pingas de chuva e enchiam-me os cabelos.A mão ao peito sentia o sangue escorrer-me como ouro mais fino. Eu inda o esperava, naquelas tardes frias... eu inda era barco ancorado. E no mar eu conseguia ouvi-lo cantar. Eu conseguia destingir o seu choro do silêncio todas as vezes em que eu me ia perder...
Latejava o coração no peito e o mar batia nas rochas. Todo o amor era só poesia.

Não há poesia que não seja fruto do amor.
ResponderEliminarToda a poesia é apenas amor
António
Fui entendendo que sim...
ResponderEliminar"Toda a poesia é apenas amor."