"Meu caminho é por mim fora."

30/07/2015

Amizade na Claridade Do Verão


Nos dias calorosos de Verão em que o suor escorre brilhante pelos nossos rostos e as nossas faces ganham cores quentes de tons rosáceos, chega-se ao lar com os bolsos cheios de inspiração dos dias que passam constantes e colhem frutos sumarentos. A preguiça consola os nossos corpos cansados do trabalho e as festas sucedem-se pelas vilas e cidades em permanente lembrança da alegria constante que traz o Sol quando principia a saudar-nos. 
São nesses dias de pura harmonia que a amizade sabe melhor. Aproveitar as sombras amigas das árvores grandes sentindo toda a Natureza como nossa parte integrante e convivendo com os nossos irmãos de coração. Todas as cousas parecem adquirir um sentido fantástico de clareza e revelar a sua essência de agradabilidade ao poder da luz. Está-se sossegado porque não é possível ficar de outra qualquer maneira, a ternura que os tons cálidos nos oferecem turvam a visão e num misto de uma espécie de divertimento ao sentir o mundo caótico e um esvaziamento total da mente, os problemas minimizam-se imensamente e Deus vive mais firmemente na nossa realidade. 
Os estímulos chegam-nos de todos os sentidos e a alma começa lentamente a libertar-se da morrinha e a nascer para a frescura da vida quando nos encontramos entre aqueles que nos nutrem amizade. Da longa viagem dos dias, das horas tempestuosas e frias do Inverno da nossa existência, ir ao encontro dos dias soalheiros e dos amigos que nos espreitam sabe a um retorno ao Paraíso. E se o tempo é de seca no longo estio a chuva que nos chega é de flores deixadas cair pelos anjos, se estamos juntos e o tempo passa com brevidade. Traz-se os olhos quentes de paisagens em cores vivas e pesadas, e uma brisa sente-se levezinha a refrescar o coração cansado de bater. Nestes tempos de paz não se afigura mal nenhum à vista, pois acontece de a alma pousar a visão em tudo o que é aprazível quando se tem flores a crescer dentro, e de votar reparo nas cousas imperfeitas quando se tem o interior como fruto podre. 
O mundo tende a girar no sentido certo quando deixamos morrer as fadigas nos ombros daqueles a quem temos estima. A vivência parece mais prazerosa, as esperanças voltam a adquirir contornos densos e uma candura extrema apodera-se do nosso ser e faz corar os semblantes de puro contentamento quando estamos entre amigos e é Verão no seu auge.
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19/07/2015

O exemplo das crianças


O nascimento de uma criança é como o desabrochar de uma flor, brota do firme solo uma alegria imensa de contornos selvagens, sem regras e apenas com o dever de sobreviver da forma mais agradável.
Nesse ambiente, há quem já viva, ou melhor, leve a vida da pior forma possível, desvanecido e apagado, como débil criatura com medo da morte que já a assombra. O mundo adulto reveste-se de paredes consideráveis que complexificam as situações mundanas e dificultam a facilidade de interacção com os outros. 
Todavia, as crianças rodeiam-se do melhor do mundo, aprisionam a juventude nas suas ingenuidades e na sua espontaneidade, sendo as verdadeiras guardiãs do paraíso que Jesus nos anunciou. Para elas estão reservadas os maiores tesouros, pois têm a doçura inicial nos corações que lhes permite observar o mundo com a ternura que Cristo nos olhava. 
Os jovens amadurecem num ritmo acelerado pelos mais velhos, perdendo facilmente a essência da sua mocidade, passam a tomar responsabilidades e a conceber o mundo conforme as visões negativas dos seus antepassados, tornando-se o reflexo das sociedades repressivas e ignorantes. 
Assim, é fundamental que se crie uma perspectiva baseada na inocência da infância aliada a alguma racionalidade, tal como regar eternamente a flor interna que nasce nos nossos corações e libertar as suas pétalas no nosso quotidiano.

Diana F. C. da Silva 

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11/07/2015

"Meu caminho é por mim fora."

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