"Meu caminho é por mim fora."

31/01/2013


9.6.2012
É Terça-feira de Primavera, mas chove e o frio obriga-nos ao agasalho. É frustrante sentir como os dias se vão e como ficamos cada vez mais velhos. Sinto-me incapaz de um pensamento longo, coerente, intenso, acho que perco  um pouco de mim em cada instante, um pouco de diversão, de vivacidade, de auto-conhecimento... A quietude toma-me por completo, a ansiedade do dia de ontem persiste e eu amo-me mesmo assi. Eu quero que seja para sempre, todos os meus sentires, tudo o que é meu, tudo o que é de mim. Porque é Primavera e chove... Porque há felicidade e sofro!
Não tenho a certeza, a vontade de fazer algo. Como se os meus ossos se atrofiassem e encaixassem eu fico estática, sentada, vazia. Dói-me a mão, as pernas de estarem cruzadas, a parte posterior de estar sentada, as costas de estar encostada, dói-me o que sinto e o que não sinto.
Nos meus pensamentos revejo todas as formas da minha morte.

          Eu quero especialmente uma matilha a atacar-me ferozmente e a arrancar a minha carne. 
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16/01/2013

As Férias Grandes do Verão


Era 2011 e a professora gostou.

Eu levantei-me, vesti-me, saciei a fome, li, almocei, liguei o computador, desliguei o computador, fiquei parada em frente à janela, vi televisão, o tempo passou com rapidez e deitei-me. 
Em quase todos os dias de Verão tive a a agradável companhia da Ângela. No entanto o tempo em que estive sozinha foi o mais imprescindível. Ser um animal racional é maravilhoso, é como ter um recipiente vazio e poder enche-lo dos mais fantásticos sentimentos e pensamentos. No tempo de solidão há a possibilidade de descobrir o que ao longo dos anos pusemos na caixa mágica. E estas férias foram o tempo que precisava para me sentar e pensar, nada mais do que isso. 
Ao contrário das férias últimas, o tempo pareceu-me ter passado velozmente pelo calendário. É certo que foram muitas mais as distracções, no entanto sinto que evoluí imenso de um Verão para outro e isso reflecte-se na maneira como penso e consequentemente como vivo.
Os dias de Sol, a água a escorrer, os meninos juntos e alegria estragada de nada fazer. O trabalho é demasiado desgastante, mas a inércia é tão favorável como desoladora. 
Porque no Verão eu levantei-me, vesti-me, saciei a fome, li, almocei, liguei o computador, desliguei o computador, fiquei parada em frente à janela, vi televisão, o tempo passou com rapidez e deitei-me.

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06/01/2013

Estive dois dias sem ir à escola


Estive dois dias sem ir à escola. Quando voltei, ia mais desatento do que nunca. Acontecia com frequência ser apanhado alheio à lição, era o pior que se podia fazer ao professor! Espetava o dedo na minha direcção:
- Ora diga, senhor Rui!
Tremia na carteira. Nessas ocasiões fazia-se um silêncio enorme na aula.
- Não entendi a pergunta...
O professor ficava irritado:
- Não entendeu ou não ouviu?

Manuel da Fonseca
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